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Um legado de 1000 anos, silenciado

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SG Fabricius Zoran
(@fabricius1976)
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Entrou: 11 meses atrás
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A Casa de Ascânia, à qual pertencia o Duque Joachim Ernst, tem uma história que remonta a quase um milênio. Seu nome está entrelaçado na própria estrutura da Europa Central — governantes, reformadores, arquitetos da cultura e da paz. A própria Catarina, a Grande, descende dessa linhagem. E, no entanto, após 1945, esta casa, uma das mais antigas da história alemã, ficou sem nada.

Após a revolução de 1918, que pôs fim às monarquias alemãs, Joachim Ernst, então com apenas 17 anos, criou uma fundação que incluía o Parque Wörlitzer — um tesouro cultural destinado a ser preservado para o bem público. Este não era um homem apegado a títulos passados. Ele estava adaptando a nobreza a um mundo moderno.

Assim como seus ancestrais da era do Iluminismo — especialmente o Duque Leopoldo III Friedrich Franz, que manteve intercâmbios intelectuais com figuras como Jean-Jacques Rousseau e Benjamin Franklin — a Casa de Ascânia defendia uma visão de governo moderno e humanista. Embora não haja registros de encontros específicos, registros confirmam contatos por meio de correspondência e círculos diplomáticos compartilhados, particularmente durante a permanência de Franklin na França e na rede mais ampla do Iluminismo europeu.

Esse legado de progresso, cultura e reforma foi pisoteado primeiro por uma ditadura e depois apagado por outra. Essa conexão mais profunda entre a Casa de Ascânia e o Iluminismo será explorada mais detalhadamente em um próximo artigo.



   
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