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Etiqueta, Insultos e Duelos

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SG Fabricius Zoran
(@fabricius1976)
Estimable Member
Entrou: 11 meses atrás
Posts: 36
Topic starter  

Antes de seu declínio, existia um “Código Real de Honra” que era seguido pelos principais e segundos duelistas. O código afirmava: “Nenhum duelo pode ser considerado justificável se puder ser recusado com honra; portanto, o recurso às armas deve ser sempre o último recurso”, segundo a historiadora Geri Walton. Acredita-se que os duelos tenham prosperado por quase trezentos anos, mas a prática teria terminado em 1852, ano do último duelo inglês registrado. Os duelos foram proibidos na França no século XVII, mas isso impediu poucos homens de praticá-los. Estima-se que, entre 1685 e 1716, somente os oficiais franceses lutaram em cerca de 10.000 duelos, que resultaram em mais de 400 mortes. Nos Estados Unidos, os duelos não eram incomuns no Oeste e no Sul, mesmo depois de 1859, quando 18 estados proibiram a prática, mas tornaram-se coisa do passado no país no início do século XX.
 
 
Defender a própria honra

O tão comentado duelo entre o Príncipe Henrique de Orléans e o Conde de Turim ocorreu em Paris às 5 horas da manhã de ontem. Pouco interessa aos americanos se o francês ou o italiano saiu vitorioso, mas o fato é que o ocorrido demonstra, de forma conclusiva, que a questão era mais séria do que os comentários da imprensa inglesa sugerem.

O modo usual de duelos na França, que consiste no uso de floretes pontiagudos com botões a 3,8 centímetros da ponta, foi completamente abandonado, e espadas foram usadas em seu lugar. Duelos de espada e sabre são considerados, na Europa, tão perigosos quanto duelos de pistola, e, portanto, não se pode dizer que este evento tenha sido algo além de um combate mortal.

De acordo com o Código de Honra reconhecido em todos os exércitos continentais, nenhum oficial de uma força pode dizer a um representante da imprensa qualquer coisa que prejudique a honra de outro exército. O Príncipe Henrique, ao proferir sua famosa crítica ao exército italiano na Abissínia, sabia perfeitamente que estava cometendo uma quebra de etiqueta que não poderia resultar em nada além de um desafio por parte de um representante do exército insultado.

Tendo a honra italiana sido assim vindicada, o pequeno episódio será comentado por alguns dias na França e na Itália, e depois será completamente esquecido. Que qualquer controvérsia internacional ou mesmo diplomática surja desse caso é totalmente impensável, mesmo que o Príncipe Henrique tenha o infortúnio de pagar com a própria vida por sua indiscrição. – San Francisco Call, 1897

 



   
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