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DOM PEDRO II E A PRINCESA ISABEL NUNCA FORAM ESCRAVOCRATAS!

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SG Fabricius Zoran
(@fabricius1976)
Estimable Member
Entrou: 11 meses atrás
Posts: 36
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Meia volta, volta e meia voltamos a falar neste assunto – a suposta “negligência” da família imperial brasileira em relação a escravidão. Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento biográfico sobre os imperadores (d. Pedro I e d. Pedro II) e da princesa Isabel saberá que eles eram contra a escravidão.
 
Muitos acham erroneamente que se quisesse d. Pedro II poderia apenas criar uma lei e assinar fazer a abolição da escravidão no país. Infelizmente não era assim. Dom Pedro II era um imperador constitucional, ou seja, governava pautado pelo que lhe permitia a constituição e esta não lhe dava poderes absolutos. Em conversas, cartas e até nas aberturas da fala do trono o imperador deixava claro seu descontentamento com a escravidão.
 
Dom Pedro e a princesa dona Isabel sempre se cercaram de abolicionistas e com o passar dos anos deram apoio para que estes chegassem a política. Se faz necessário lembrar que a maioria dos políticos eram escravocratas e muitos viam os escravizados como um objeto e não como uma pessoa. Logo se o estado desse a liberdade aos escravizados o governo teria de indenizar os ex-donos de escravos. Pagar essa indenização era o mesmo que comprar a liberdade dos mesmos. E a isto d. Pedro II e a princesa Isabel sempre foram contra.
 
A abolição da escravatura foi sendo feita gradualmente com leis que prepararam terreno para a lei áurea em 1888. Muitos dizem que os negros foram libertos mas deixados a própria sorte. Bem, pensemos um pouco. A lei áurea levou décadas para ser conquistada. Esta integração não seria feita do dia para a noite. Havia sim um projeto de os integrar, contudo, no ano seguinte, 1889, a monarquia é extinta por meio de um golpe militar amplamente apoiado pelos militares e pelos agora ex-donos de escravos. Este apoio foi a vingança pela indenização nunca paga pelo governo imperial.


   
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